Lançamento do livro “A rebelião dos signos”

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Um dos pontos fracos do design gráfico nacional é a meu ver a falta de publicações sobre o tema.
Revistas e livros sobre design gráfico são diminutos e não fosse a blogosfera a critica do design gráfico nacional seria praticamente inexistente.
Como aparte deixem que destaque um blog, o ressabiator, que sigo à alguns anos e que faz praticamente serviço público na área do design gráfico.

Quando recebi o e-mail com a informação da edição do livro “A rebelião dos signos” escrito por Daniel Raposo e Joan Costa.

Daniel Raposo é designer de comunicação, professor de design e investigador na área da identidade visual corporativa.
Joan Costa desenvolve actividade profissional e de investigação nas áreas do design desde os anos 50 e a actividade lectiva desde os anos 60, tendo desenvolvido actividade como sociólogo e investigador de comunicação.

“A rebelião dos signos. A alma da letra”, que foi publicado em 2008 pela Editorial La Crujía para o mercado de expressão espanhola da América Latina e Espanha.

Em Março de 2010 será editado em língua portuguesa, destinada a Portugal e Brasil.
O livro tem a particularidade de ter iniciado uma colecção de design na Argentina e de ser o primeiro da colecção “design, comunicação e publicidade”, editada pela Dinalivro e dirigida por Joan Costa e por Daniel Raposo.

Da entrevista que foi enviada destaco a seguinte pergunta:

“O livro reflecte sobre a evolução da letra e a sua influência na vida quotidiana.
Podem dar alguns exemplos?

É evidente que a letra cumpre uma função social. A letra é cultura. É por isso que está
em todas as partes, que é omnipresente, ubíqua e intemporal, enquanto se transmuta
constantemente como todos os seres vivos. Por vezes fá-lo de modo subtil, discreto,
enquanto outras se torna divertida, vistosa, e até vociferante, como nos anúncios ou nos
graffiti urbanos. Há letras lapidárias e solenes que invocam a história; outras são gráceis
como as de escrita manual ou caligráfica; por vezes, formam páginas e páginas de texto
literário, enquanto noutras ocasiões são meras abreviaturas repletas de significado como
SOS, IA, SMS, FM, ADSL, PDF, JPG, etc.; podem ainda ser puras siglas comerciais
nas quais dois ou três signos mínimos são capazes de invocar mundos bem diferentes e
diversos como IBM, TAP, GALP, BMW, M&M, A&T, etc…”

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